Aquário a 700 km do mar no PR que importa sal de Israel tem estoque e diz que conflito no Oriente Médio não afeta operação

Aquário a 700 km do mar usa sal importado de Israel para manter espécies marinhas no PR Localizado a cerca de 700 quilômetros do oceano, o aquário de Foz do...

Aquário a 700 km do mar no PR que importa sal de Israel tem estoque e diz que conflito no Oriente Médio não afeta operação
Aquário a 700 km do mar no PR que importa sal de Israel tem estoque e diz que conflito no Oriente Médio não afeta operação (Foto: Reprodução)

Aquário a 700 km do mar usa sal importado de Israel para manter espécies marinhas no PR Localizado a cerca de 700 quilômetros do oceano, o aquário de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, mantém espécies marinhas em tanques que reproduzem as condições do mar. Para isso, a água salgada é produzida no próprio local, a partir da mistura de água doce com um sal especial importado de Israel, país que fica a cerca de 10 mil quilômetros de distância. Apesar das tensões e conflitos no Oriente Médio, o aquário informou que a operação não foi afetada até momento. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp Segundo a administração, o aquário mantém planejamento de estoque e possui fornecedores alternativos do sal usado para produzir a água dos tanques. Desde a abertura, em novembro de 2025, o aquário já produziu cerca de 3,5 milhões de litros de água salgada e consumiu aproximadamente 80 toneladas de sal. A importação do insumo ultrapassou R$ 500 mil até o início de 2026. O aquário imita ecossistemas brasileiros AquaFoz/ Kiko Sierich Por que o sal é importado Segundo o biólogo-chefe do aquário, Rafael Santos, o sal utilizado é específico para sistemas marinhos e tem composição química controlada. “Esse sal é ideal para sistemas marinhos de alto desempenho, enquanto muitos sais comuns não têm os oligoelementos e o equilíbrio químico necessário para manter a saúde e o bem-estar dos animais”, afirma. O produto contém elementos presentes na água do mar natural, como sódio, cloreto, magnésio e cálcio, essenciais para o funcionamento do organismo das espécies marinhas. O sistema permite recriar o ambiente marinho necessário para a sobrevivência de peixes, tubarões, raias e outras espécies que vivem no empreendimento, que abriga cerca de 120 espécies marinhas. Como a água do mar é produzida Sal é importado de Israel AquaFoz Segundo a equipe técnica do aquário, a água salgada é produzida a partir da mistura de água doce com um sal marinho fabricado especialmente para aquários. A fórmula garante a salinidade e o equilíbrio químico necessários para a sobrevivência dos animais, com a presença de elementos como sódio, cloreto, magnésio e cálcio. A água passa primeiro por processos de tratamento e filtragem. Depois, é feita a chamada salinização, quando o sal sintético — desenvolvido especialmente para aquários — é dissolvido até atingir a concentração adequada. “Essa formulação é importante para garantir a mesma composição da água do mar natural. Todo o processo é acompanhado por um monitoramento rigoroso de parâmetros como salinidade, pH, temperatura e dureza da água”, explica o biólogo-chefe do AquaFoz, Rafael Santos. A quantidade de sal adicionada varia de acordo com as necessidades fisiológicas de cada espécie e do ambiente reproduzido em cada tanque. Esse monitoramento garante que as condições do tanque sejam semelhantes às encontradas no oceano. Dezenas de toneladas de sal foram importadas para produzir 3,5 milhões de litros de água salgada AquaFoz Desde o início da operação, em novembro de 2025, o AquaFoz produziu cerca de 3,5 milhões de litros de água salgada e consumiu aproximadamente 80 toneladas de sal. Segundo o aquário, mais de R$ 500 mil foram investidos até o início de 2026 com a importação do produto, essencial para reproduzir as condições químicas da água do mar. Segundo o biólogo Rafael Santos, no início da operação o consumo de sal foi maior, uma vez que os tanques estavam vazios. “Um dos principais desafios é a distância do mar. Por isso, contamos com equipes especializadas na produção de água salgada, controle rigoroso da qualidade da água, monitoramento dos animais e sistemas de filtragem que funcionam 24 horas por dia”, afirma. A expectativa é que, com o sistema estabilizado, cerca de 20% a 30% do volume total de água seja renovado mensalmente. Leia também: Política: Celepar vai ser vendida? Privatização depende de análises do STF e Tribunal de Contas do Paraná BBB: Banda do PR vê buscas por música 'explodirem' após cantoria de Jordana Free Flow: Novo modelo em pedágio faz motorista de caminhonete pagar valor de caminhão Tanques com milhões de litros AquaFoz abriga várias espécies de rios e oceanos AquaFoz/ Kiko Sierich O aquário possui 28 recintos com água doce e salgada, que juntos somam cerca de 3,3 milhões de litros de água. O maior deles é um tanque oceânico com cerca de 2 milhões de litros, equipado com grandes painéis de acrílico que permitem aos visitantes observar as espécies marinhas. Além da salinidade, a estrutura também reproduz outros elementos do habitat natural dos animais, como iluminação que simula o ciclo de dia e noite e sistemas de filtragem contínua para manter a qualidade da água. A manutenção dos tanques é feita diariamente por tratadores, que realizam mergulhos para a limpeza dos acrílicos, a retirada de resíduos do fundo e a alimentação dos animais. Uma equipe técnica também monitora o funcionamento de bombas, filtros e compressores. Tecnologia para manter espécies marinhas longe do mar A produção de água salgada artificial é uma técnica utilizada em aquários de grande porte ao redor do mundo. No caso do aquário de Foz do Iguaçu, o método evita a necessidade de transportar água do mar por longas distâncias e permite controlar com precisão as condições do ambiente. Com isso, o espaço consegue manter espécies típicas do oceano mesmo em uma cidade localizada no interior do Paraná, a centenas de quilômetros do litoral. O aquário preza pela educação ambiental e conservação AquaFoz/ Kiko Sierich Além de funcionar como atração turística, o aquário também tem propostas de educação ambiental, pesquisa científica e conservação da biodiversidade aquática. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Oeste e Sudoeste.

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